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Biscoito da sorte - Parte 1

Publicado em General

Vou começar aqui a primeira parte de alguns posts relacionados à dois bilhetinhos que recebi ontem nos biscoitos da sorte que vieram com a comida chinesa que pedi pelo telefone.
O primeiro dizia "Beber veneno não mata a sede". Juntei isso à um fato que aconteceu essa essa semana, onde houve uma controvérsia em uma palestra que um conhecido aí iria dar mas não vai por uma série de fatores bem polêmicos que estão ... bom, essa é outra história.
Mas o X da coisa é que a palestra dele seria focada na linguagem X, que por sinal acho muito boa. Ao mesmo tempo, depois que falasse da linguagem X e (agora estou supondo a partir de alguns comentários que ele colocou no site - não vi a palestra, não me joguem pedras) depois iria mostrar por que X é melhor que Y e Z.

Agora, penso eu, a palestra estava perfeita até o momento dessa comparação, pois muita gente gosta de Y e Z e dependendo do teor da palestra poderia ficar ofendida. Como rolou no lance do cancelamento da palestra, mesmo uma brincadeira mais ácida pode deixar muita gente ofendida, e não é por falta de senso de humor não, pois em uma palestra você tem um público o qual você não conhece o suficiente para fazer comentários como se estivesse entre seus amigos íntimos.
Mas o que raios isso tem a ver com o biscoito da sorte?

Vejam bem: não vejo para que ter que tentar denegrir (mesmo que seja um pouquinho só) uma coisa a favor de promover outra. Tenho escrito sobre isso aqui no blog algumas vezes. A única coisa que isso vai lhe trazer é uma fama fantástica de mala sem alça. Isso, vai sim. Argumentem o que quiser, alguns podem te chamar de gênio (e você pode gostar) mas muitos vão te chamar de mala sem alça e vão te achar o cara mais chato do mundo. Se você pode conviver com isso, tudo bem, afinal, sempre vai ter alguém que não gosta de você, mas um montão de gente já é diferente, tem alguma coisa estranha aí.
Então, se você está com sede de fazer alguém entender o seu ponto de vista, não beba veneno para cuspir nos outros não. Fale o que você tem que falar, exponha tudo que você acha que tem que expor, usando argumentos lógicos e claros, e deixe para que as pessoas aceitem ou não o que você tem a dizer, mas nunca, quando expor seus pontos de vista, ataque diretamente algo que as pessoas gostam, utilizam e acreditam diretamente, pois isso lhe trará a antipatia dos presentes e eles nem vão escutar o que você tem a dizer. Isso parece coisa de pastor fanático quando diz que o seu som/visual/estilo/religião vai te mandar pro inferno e que só o jeito dele é a salvação. Eu pessoalmente não dou a mínima para esses fanáticos, mas aceito discutir todo os pontos de vista com pessoas educadas e civilizadas que respeitam o meu ponto de vista também e querem fazer uma discussão saudável. A partir que a coisa despenca para o ponto do absolutismo já não dá para conversar. É "dar murro em ponta de faca". Deus mandou isso, Deus mandou aquilo, fulano de tal (que é gênio) disse isso, quem é você para contestar?

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